Caroline Dallarosa e Julio Machado em Malhação
Caroline Dallarosa e Julio Machado em Malhação

Caroline Dallarosa chamou a atenção do público e da crítica com a personagem Anjinha em Malhação: Toda Forma de Amar. Nos últimos meses da trama, jovem vem passando por grandes mudanças, inclusive para um amadurecimento pessoal. Mas quem pensa que as coisa vão parar por aqui está enganado, porque ainda tem muito mais.

Em conversa com o Observatório da Televisão, Caroline Dallarosa falou sobre o futuro da personagem, o sucesso de crítica e também sobre o relacionamento de Anjinha com Cleber. Confira:

Você imaginava esse sucesso todo da Anijinha?

“Gente, está sendo uma loucura. Ainda está caindo a ficha, sei que já passou muito tempo, mas não é assim que processa que você virou uma figura pública, que você lida com pessoas e sentimentos. A gente ganha uma responsabilidade muito grande, é muita gente e a gente quer agradar todo mundo. E é isso, o sucesso veio com o personagem, eu fiz ele tentando ser a pessoa mais real possível, tentei fazer de uma forma que pudesse agradar.”

Cleber e Anjinha

E o casal também pegou, né? Deu uma quebrada agora e o público já está cobrando.

“Pois é, Cleber e Anjinha foi um casal que explodiu, mas eles são um casal de adolescentes. É normal que o adolescente acredite que vai casar no primeiro namoro, é normal que você tenha essa paixão maluca e que você acha que o mundo é lindo…”

Você já passou por isso?

“Eu sou a pessoa mais romântica desse lugar (risos). Eu sou romântica… Não parece, mas sou. Eu dava o primeiro beijo e já estava planejando os filhos, mas depois de uma semana e meia passava. Mas a Anjinha é uma personagem elétrica, cheia de gás e ela começou com uma ideia que ela era uma menina feia, que não encantava os rapazes…

Quando ela vê o Cléber, o menino que se interessa por ela, ela acha que é o amor da vida dela, com quem ela vai se casar. Fez greve de fome e estava disposta a ir até o fim do mundo, mas não julgo ela, porque quando a gente é adolescente é assim. Essa quebrada do casal que o pessoal não aceitou bem, porque Cléber e Anjinha, é Cléber e Anjinha.”

Você pensa igual a ela?

“A Anjinha tem um monte da Carol ali… Mas não sou assim, ela é muito exagerada, eu nunca ficaria sem comer assim. Mas eu era apaixonada tipo de mandar cesta, mandar café da manhã…”

Química

A sua química com o Gabriel também foi muito boa, né?

“Sim, eu e o Gabriel tivemos até uma história um pouco engraçada. Porque quando eu cheguei aqui, a galera estava falando: ‘Olha, eu me formei nisso…’ e eu falei: ‘Gente do céu, o que eu estou fazendo aqui?’. E o Gabriel é um menino muito doce, então ele sempre teve uma preocupação e ele acabou se tornando o meu primeiro amigo nesse mundo todo.

Quando eu vi a gente virou um casal inesperadamente, até porque a gente não fez o teste junto e quando a gente soube ficamos muito emocionados. Eu amo muito o Gabriel.”

Porque você acha que o casal deu tão certo?

“Eu acho que deu tão certo porque todo mundo já viveu o que eles estão vivendo. Todo mundo já teve o primeiro amor e eles estão vivendo isso. Eles são reais e todo mundo já viveu aquilo, vai viver ou está vivendo.”

O que você espera?

“Eu acho que na realidade, a vida reserva para a gente vários caminhos. Eu como Carol acho que a Anjinha deveria crescer mais, ele amadurecer mais para seguirem um caminho futuramente juntos. Não acho que era a hora deles, mas… Se for também a gente vai ver muito casal novo dando muito certo. Eu espero que os dois deem certo, que eles cresçam e aprendam um com o outro.”

Emoção

Como foi a construção dessa relação dela com o pai?

“Isso foi uma coisa muito bacana, porque fazia menos de um ano que eu tinha perdido meu pai. O meu pai era policial e incrivelmente o Júlio [Machado] é policial também e a primeira vez que a gente teve um contato foi bem difícil. Essa construção foi ele sendo fantástico comigo, o meu pai faleceu em janeiro e a gente começou a gravar em agosto.

Acabou que teve um trauma muito grande aí, eu não sabia que personagem eu iria fazer a falaram que eu faria a filha de um policial. A gente bateu o olho, eu comecei a chorar e ele também se emocionou, porque ele não tem filhos. Eu acabei transferindo esse sentimento que eu estaria vivendo com o meu pai.”

Ela não tem muita vaidade e você é muito vaidosa, como está sendo isso?

“Eu sou vaidosa, mas em uma medida saudável. Eu vou para uma festa e vou dançar muito, não vou ligar… Eu não ligo de ter que ficar um dia desarrumada, comer uns doces…”

Como foi para você administrar toda essa coisa da fama?

“Olha, não subiu para a cabeça não. Tem uma responsabilidade muito grande, porque tem gente me acompanhando em tudo que eu faço. Não é bom exemplo, até porque ninguém é bom exemplo, mas eu tento passar o meu melhor. Eu tenho uma responsabilidade agora, tem gente muito nova me acompanhando e eu tenho que passar o que eu acho certo, essa é a missão do ator”.

*Entrevista feita pelo jornalista André Romano.